Sais de Prata

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Blog de um fotógrafo amador

1930 – Killed photos (link: Mashable)

Nos anos 30, o recém eleito Franklin D. Rosevelt propôs uma série de medidas para combater a Grande Depressão, o chamado New Deal. Como parte destas novas medidas estava a criação de uma agência de incentivo, modernização e apoio geral ao sector agrícola, a Farm Security Administration (FSA). Esta agência ficou conhecida como a primeira a fazer utilização extensiva da fotografia para documentar as alterações que as suas medidas produziam no sector, além do registo fotográfico das pessoas do meio rural. O espólio é enorme e muitas fotos saíram do olhar atento de grandes nomes, como Walker Evans, Dorothea Lange ou Gordon Parks (um nome a pesquisar, também pela questão racial. Gordon Parks era um fotógrafo negro, numa altura de forte segregação racial).

No entanto, um dos responsáveis pela gestão e aprovação dos trabalhos era um senhor chamado Roy Stryker. Quando os trabalhos chegavam, Roy decidia se gostava ou não da fotografia e em caso negativo destruía permanentemente a foto e o negativo – perfurando-os irremediavelmente com um furador. Ainda por cima, alguns negativos não eram apenas marcados nas pontas, mas sim no meio da foto, rendendo-a inutilizável. Perderam-se assim centenas ou milhares de fotografias da história americana. Até agora. A Biblioteca do Congresso guardou estes registos e foram até expostas algumas obras inéditas ao grande público. A exposição é temporária, é na América, mas algumas fotos estão online. Recomendo a leitura do texto da Mashable (em inglês; clicar no link em baixo), onde podem ser vistas inúmeras fotos da coleção.

Link: mashable.com/2016/03/26/great-depression-killed-photos

A pequena selecção de fotos em baixo foram retiradas deste site e são propriedade da Biblioteca do Congresso. Reprodução do artigo após as fotografias.

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The photos look just like the most famous FSA images of Depression-era America. Laborers with weathered faces stare into the distance, sharecropping families stand on splintered porches and rag-clad children play in the dust.

But each picture is haunted by a strange black void. It hangs in the sky like an inverted sun, it eclipses a child’s face, it hovers menacingly in the corner of a room.

The black hole is the handiwork of Roy Stryker, the director of the FSA’s documentary photography program. He was responsible for hiring photographers such as Dorothea Lange, Walker Evans, Arthur Rothstein and Gordon Parks and dispatching them across the country to document the struggles of the rural poor.

Stryker was a highly educated economist and provided his photographers with extensive research and information to prepare them for each assignment. He was determined to get the best work possible out of his employees — which also made him a bit of a tyrannical editor.

When the photographers returned with their negatives, Stryker or his assistants would edit them ruthlessly. If a photo was not to his liking, he would not simply set it aside — he would puncture the negative with a hole puncher, “killing” it. 

Stryker did not have any explicit criteria or methodology to determine which photos were killed. Perhaps an image was redundant or poorly made. Perhaps it failed to convey a socioeconomic truth. Perhaps Stryker wanted to push his shooters to work more thoughtfully. Or perhaps he was in a bad mood.

While some killed photos were merely punctured around the edges to mark them as rejects, others had their subjects’ faces or bodies annihilated, rendering them permanently unsuitable for publication.

No photographer was spared Stryker’s wrath. They objected constantly to this destructive practice, until in 1939 Stryker finally relented.

Thousands of killed FSA photos now reside in the archives of the Library of Congress, alongside the iconic images that managed to elude Stryker’s hole puncher.

Text by by Alex Q. Arbuckle

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1930 – Killed photos (link: Mashable)